Casos de Sífilis aumentam no Brasil. Conheça os riscos
Postado em 28/11/24
O Brasil está vivendo um surto silencioso de Sífilis. Os casos desta Infecção Sexualmente Transmissível (IST) têm aumentado significativamente nos últimos anos. Em 2023, a taxa de detecção de Sífilis adquirida chegou a 113,8 casos por 100 mil habitantes, a maior já registrada no país. Dados mais recentes do Ministério da Saúde ainda não indicam uma estabilização da doença, reforçando a necessidade de maior conscientização e investimento em diagnóstico precoce e prevenção.
O crescimento contínuo se deve, em grande parte, à diminuição do uso de preservativos, principalmente entre jovens. Além disso, a falta de procura médica para o diagnóstico precoce tem agravado a doença, que pode ser facilmente tratada no estágio inicial. Os testes são rápidos e realizados gratuitamente pelo SUS.
Quais os sintomas da Sífilis?
- Sífilis primária: O principal sintoma é o surgimento de uma ferida (cancro duro) indolor no local de infecção, como órgãos genitais, boca ou ânus. Essa lesão desaparece espontaneamente após algumas semanas, mas a bactéria continua no organismo.
- Sífilis secundária: Semanas após o desaparecimento da ferida, podem surgir manchas vermelhas ou rosadas na pele, incluindo nas palmas das mãos e plantas dos pés. Outros sintomas incluem febre, dor de cabeça, cansaço, perda de cabelo, dores musculares e aumento dos gânglios linfáticos.
- Sífilis latente: Nesta fase, a infecção não apresenta sintomas, mas o paciente ainda pode transmitir a doença. Ela pode durar anos.
- Sífilis terciária: É o estágio mais grave e pode surgir anos após a infecção inicial, causando lesões graves em órgãos como coração, cérebro e ossos. Entre as complicações estão neurossífilis (com sintomas como confusão mental, paralisia e demência) e problemas cardiovasculares.
Como fazer o diagnóstico?
Avaliação clínica: Um médico avalia os sintomas do paciente, como feridas na pele, lesões nos genitais ou outros sinais suspeitos. O histórico sexual também é analisado para identificar fatores de risco.
Testes laboratoriais:
- Testes treponêmicos (como FTA-ABS ou teste rápido): Detectam anticorpos específicos contra a bactéria Treponema pallidum. Esses exames confirmam a infecção, mesmo em estágios iniciais ou latentes.
- Testes não treponêmicos (como VDRL e RPR): Detectam anticorpos genéricos produzidos em resposta à infecção. São usados para monitorar a atividade da doença e avaliar a resposta ao tratamento.
Exame em gestantes: É obrigatório no pré-natal (no primeiro e terceiro trimestres), pois a sífilis pode ser transmitida ao bebê durante a gravidez, causando a sífilis congênita.
Exame do líquor (punção lombar): É realizado em casos graves, como suspeita de neurossífilis, para verificar se a bactéria atingiu o sistema nervoso central.
No caso de dúvidas, agende uma consulta médica e faça o teste. O diagnóstico precoce facilita muito o tratamento da doença.