Como diagnosticar a hanseníase: informações importantes neste Janeiro Roxo
Postado em 20/01/25
Estamos no mês dedicado à campanha Janeiro Roxo, que busca conscientizar a população sobre a hanseníase, uma doença que, quando diagnosticada precocemente, é totalmente tratável e curável.
O diagnóstico precoce é essencial para prevenir complicações graves, como incapacidades físicas permanentes. No entanto, hoje, 8,8% dos casos diagnosticados no Brasil são tardios, o que preocupa as autoridades em saúde.
Para identificar a doença, é importante estar atento a sinais iniciais, que incluem manchas na pele de coloração esbranquiçada, avermelhada ou acastanhada, com alteração na sensibilidade ao calor, dor ou toque. Além disso, dormência e formigamento em extremidades podem indicar danos nos nervos periféricos.
O diagnóstico da hanseníase é feito principalmente por avaliação clínica em unidades de saúde. Durante a consulta, o médico investiga os sintomas relatados e realiza exames específicos, como o teste de sensibilidade na pele e a palpação de nervos periféricos para identificar espessamento ou dor.
Em alguns casos, pode ser solicitado um exame laboratorial, como a baciloscopia, para confirmar a presença da bactéria Mycobacterium leprae, causadora da doença.
É fundamental que qualquer suspeita seja investigada imediatamente, especialmente em pessoas que convivem com casos diagnosticados, já que a transmissão ocorre por contato prolongado.
O tratamento para hanseníase é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e oferece grandes chances de cura.
Se você notar sintomas ou tiver dúvidas, procure a unidade de saúde mais próxima para avaliação. O diagnóstico rápido não apenas protege a saúde individual, mas também contribui para interromper a cadeia de transmissão da doença.