Entenda o que é linfoma!
Postado em 14/01/22
O linfoma é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático. Pode ser classificado em duas formas: Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin.
A principal diferença entre os subgrupos é que o Linfoma de Hodgkin é caracterizado pela presença de células grandes e facilmente identificáveis no linfonodo acometido, enquanto o Linfoma não Hodgkin não tem um tipo celular característico.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que, para cada ano do triênio 2020-2022, cerca de 6.580 homens e 5.450 em mulheres sejam afetados pelo Linfoma não Hodgkin. Já o Linfoma Hodgkin deve ser responsável por 1.590 casos em homens e 1.050 em mulheres neste mesmo período.
Quais são os sintomas do linfoma?
O sangue é um tecido vivo formado por uma parte líquida (plasma) e uma parte celular (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas). É produzido na medula óssea e cumpre a função de levar oxigênio e nutrientes aos órgãos do corpo.
Trabalhando em conjunto com o sangue, há o sistema linfático, formado por vasos e gânglios e responsável por coletar impurezas da circulação e estimular o sistema imunológico a combater agentes infecciosos (micróbios). O líquido purificado pelo sistema linfático é devolvido ao sangue. Por isso, onde há circulação sanguínea, há também circulação linfática, mas cada sistema conta com seus próprios vasos.
Entre os vários elementos que compõem a complexa rede que forma o sistema linfático, existem os linfócitos, que são células que protegem o corpo contra a ação de vírus, bactérias e outros agentes. O linfoma surge quando essa célula se torna maligna, capaz de multiplicar-se descontroladamente e disseminar-se. Com o tempo, pode se espalhar pelo corpo e atingir outros tecidos.
Quando isso acontece, alguns sinais e sintomas se manifestam, mas variam de acordo com a região atingida. Alguns dos possíveis sintomas são:
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Formação de ínguas (aumento dos linfonodos);
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Tosse, falta de ar e dor torácica;
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Desconforto e distensão abdominal;
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Febre;
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Cansaço;
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Anemia;
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Perda de peso;
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Calafrios;
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Hematomas ou hemorragias;
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Infecções graves e frequentes;
Entre vários outros.
A variação de sintomas e até de características das células, a depender da forma de linfoma, reforça que o diagnóstico deve ser feito por um profissional qualificado. Para isso, exame físico, de imagem, imunofenotipagem para linfomas e doenças linfoproliferativas e análise da história clínica do paciente, além de biópsia do linfonodo ou do órgão acometido são grandes aliados do médico responsável pelo caso.
Uma vez que o diagnóstico é confirmado, o tratamento também varia de acordo com o tipo do distúrbio e seu grau de avanço, mas normalmente não há intervenção cirúrgica, mas sim tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia. Algumas formas de linfoma têm grande chance de cura!
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